Quiescente

É o tempo.

É o tempo sozinho que

ele abraça e

se fecha.

T

A

C

I

T

U

R

N

I

D

A

D

E

E se o leãozinho rugir, você ouviria?

 

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Óculos

“Você vai para o quarto?”

“Sim.”

“Posso ir também?”

“Claro.” E ele se foi. E levou seu óculos,

 

o outro ficou.

Ulteriormente

S

I

L

Ê

N

C

I

O

Concha

A trilha onde estavam mostrava o beira-mar de forma privilegiada. O sol havia saído a pouco, e o céu nublado mudava sua forma para nuvens pomposas e um vento quente. O som das ondas quebrando e do pipilar das gaivotas tornava aquele momento ainda mais caro. Em seu coração ele sabia o quanto desejou em poder estar ali do seu lado. O sonho de lhe mostrar aquele recorte do planeta Terra, e toda a calmaria e possibilidade que acompanhavam aquela cidade.

Seu coração sabia que ali repousava um momento especial. Ele sentia nos batimentos acelerados dentro de seu peito. Não havia como regressar sem lhe dizer o que sentia. Não fora assim que havia planejado, mas conforme Venturini havia cantado: “foi assim, como ver o mar.”

E então ele se confessou. Olhando em seus olhos pediu-lhe a honra de sua companhia eterna e lhe entregou seu amor, e em suas mãos macias depositou uma concha para que fosse prova física daquele instante. Aquela concha iria guardar não somente os sons do oceano, mas também o som de um coração imutável e infindo apaixonado por aquele homem.

 

P

A

U

S

A

 

 

expectação.

 

 

 

Jornada de dedos estrelaçados

Lembro-me da última vez que estávamos lá.

O som da sua voz, doce e suave, contando-me sobre os anos que não estive ao seu lado.

A estrada tem esse dom. Ou talvez ele se sinta mais confortável em abrir-se nesse local onde, em meio a tantos, há somente nós. Digo isso porque o vejo. Sempre o vi. A forma como seus olhos vasculham o ambiente. Curiosos e brilhantes e tímidos e cheios de vida. Foram esses olhos que vi pela primeira vez.

Nessa noite, mesmo com a ausência da luz, seus olhos podiam ser avistados por milhas. A maneira com a qual ele me introduzia em sua adolescência e infância, e me guiava por entre cada acontecimento, faziam minha alma leve e mais apaixonada. E ao mesmo tempo sentia a tristeza de não tê-lo acompanhado por cada uma de suas vivências, e segurado suas mãos, da mesma forma com a qual eu repousava as nossas em sua perna esquerda.

Houve também a inveja do Tempo, e de cada indivíduo que teve o privilégio de experienciar esses segundos ao seu lado.

A forma com a qual ele foi me apresentando o Universo fora tão vívida e profundamente magnífica.

Cada aspecto, cada instante, toda a forma… tudo er

                                                 amor.

 

 

 

Anjo bom

Era amarelo. Forte e vibrante. O vento fazia com que a chama dançasse de forma a criar novas formas. A fumaça perfumada subia ao céu, e o verde das plantas criavam o altar.

A Mãe entoava o canto, tão doce e melancólico, que acalentava e adentrava o mais profundo da alma.

O seu vestido branco se mexia, e seus colares lhe acompanha. A força dos mares, a força da terra. A natureza ali presente. Os espíritos dos Pretos Velhos.

Tão linda noite. Tão lindo momento.

O clarão banhando a todos ali, de luz. Uma estranh[

 a paz.

Parede

Nenhum cômodo da casa lhe é acolhe-dor.

Perambula pelo corre-dor, quintal, e volta-se para o mesmo ponto.

Deslocado. In-completo. Perdido.

Um ponto. Um espectro na imensa vida. E qual lhe é a função, e seu sentido?

.

Silêncio.


Leo. O dono dos pensamentos aqui depositados.

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